YouTube Ads: formatos, para que serve cada um e como medir

Resposta rápida
Os anúncios no YouTube têm seis formatos principais: in-stream pulável (pode ser pulado após 5 segundos), in-stream não pulável (até 60 segundos), bumper (5 a 6 segundos, sem pular), in-feed (miniatura na busca e nos feeds), Shorts (vertical, entre vídeos curtos) e Masthead (topo da página inicial, só por reserva). Os curtos servem para alcance; os longos, para mensagem e consideração.
Quais são os formatos de anúncio no YouTube hoje?
Todos os anúncios no YouTube são comprados no Google Ads. O que muda de um formato para outro é onde o anúncio aparece, se a pessoa pode pular e como você paga. Os nomes e regras abaixo são os da Central de Ajuda do Google Ads e do YouTube.
| Formato | Onde aparece | Duração e regra de pular | Como você paga |
|---|---|---|---|
| In-stream pulável | Nas páginas de exibição de vídeos do YouTube e em parceiros de vídeo do Google | Pode pular após 5 s; sem duração máxima (o Google recomenda menos de 3 min) | CPV: quando assiste 30 s (ou até o fim) ou interage; ou por impressão, com CPM desejado ou lances de conversão |
| In-stream não pulável | Nos vídeos do YouTube e em parceiros de vídeo do Google | Não pula; 60 s ou menos (de 15 a 60 s, conforme o subtipo de campanha) | Por impressão (CPM desejado) |
| Bumper | Nos vídeos do YouTube e em parceiros de vídeo do Google | Não pula; de 5 a 6 s | Por impressão (CPM desejado) |
| In-feed | Resultados de busca, "assistir em seguida" e feeds da página inicial e de inscrições | Miniatura com texto; a pessoa clica para assistir | Quando clicam para assistir ou, em campanhas de visualização, quando a reprodução automática passa de 10 s |
| Shorts | Entre vídeos do feed de Shorts | Pula ao deslizar; o Google recomenda menos de 60 s | CPV (10 s assistidos ou interação) ou por impressão |
| Masthead | Topo da página inicial do YouTube (computador, celular e TV) | No computador, reprodução automática sem som por até 30 s | Só por reserva, em CPM ou custo por hora |

Uma mudança recente de nome: desde outubro de 2025, a métrica "Visualizações" aparece como TrueView views no Google Ads, sem mudança na cobrança. E o objetivo de campanha "Reconhecimento e consideração" passou a se chamar "YouTube reach, views, and engagements".
In-stream pulável e não pulável: quando usar cada um
O in-stream pulável é o formato mais flexível. Como a pessoa decide se continua assistindo, ele serve tanto para gerar visualizações de quem tem interesse quanto para alcance, dependendo do subtipo de campanha. Os primeiros 5 segundos são o que todo mundo vê, então marca e gancho precisam estar ali.
O in-stream não pulável garante que a mensagem inteira seja exibida. É útil quando a história não cabe em poucos segundos, como um lançamento ou uma explicação de produto. O custo é a atenção forçada: quem não queria assistir assiste mesmo assim, o que pede um vídeo que respeite o tempo da pessoa.
Uma regra prática para os dois: a duração do vídeo precisa caber no subtipo de campanha escolhido. O alcance não pulável, por exemplo, usa vídeos não puláveis de 15 segundos junto com bumpers.
Bumper, in-feed e Shorts: alcance, descoberta e vertical
Bumper
O bumper tem de 5 a 6 segundos e não pode ser pulado. Serve para mensagens curtas e memoráveis e para alcançar muita gente com frequência. Funciona bem para reforçar uma campanha que já tem um vídeo mais longo no ar, repetindo a marca e a ideia central.
In-feed
O in-feed aparece como uma miniatura com título e até duas linhas de texto nos resultados de busca do YouTube, ao lado de vídeos relacionados e nos feeds. A pessoa escolhe clicar para assistir, por isso é um formato de consideração: atinge quem está procurando algo próximo do que você oferece. A miniatura e o título trabalham tanto quanto o vídeo.
Shorts
Os anúncios em Shorts aparecem entre vídeos curtos verticais e podem ser pulados na hora, deslizando a tela. Pedem vídeo pensado para o vertical, não um horizontal recortado. No Demand Gen, a versão 9:16 é a recomendada para Shorts; na Performance Max, o Google recomenda ao menos um vídeo vertical entre 10 e 60 segundos para que o anúncio possa rodar em Shorts.
Masthead e compra por reserva: para grandes momentos
O Masthead ocupa o destaque no topo da página inicial do YouTube, no computador, no celular e na TV. É comprado só por reserva: em vez de disputar leilão, a marca reserva antes um volume de impressões (CPM Masthead) ou a exibição durante horas específicas (CPH Masthead, este só com representante do Google). O CPM Masthead tem preço fixo que varia por mercado e atende um país por campanha.
A reserva também vale para outros formatos, com alcance e preço definidos antes. Faz sentido em lançamentos, datas sazonais e eventos em que a marca precisa de muita gente vendo no mesmo dia. Para um calendário de marca contínuo, as campanhas em leilão costumam dar mais flexibilidade de ajuste.
Qual formato do YouTube usar para cada objetivo?
No Google Ads, você não escolhe só o formato: escolhe o subtipo de campanha, e ele define quais formatos entram. A combinação oficial hoje é esta:
| Objetivo | Subtipo de campanha | Formatos usados |
|---|---|---|
| Alcançar o máximo de pessoas | Video reach: alcance eficiente | Bumper, in-stream pulável, in-feed e Shorts |
| Garantir a mensagem completa | Video reach: alcance não pulável | Bumper e in-stream não pulável de 15 s |
| Controlar quantas vezes a pessoa vê | Video reach: frequência-alvo | Bumper, in-stream pulável e não pulável (in-feed e Shorts no modo multiformato) |
| Ser assistido por quem tem interesse | Video views | In-stream pulável, in-feed e Shorts |
| Contar uma história em etapas | Ad sequence | In-stream pulável, não pulável e bumper |
| Gerar vendas e leads | Demand Gen ou Performance Max | Vídeo no YouTube (in-stream, feeds e Shorts) e em outros canais do Google |
Para quem precisa de conversão, o Demand Gen substituiu as antigas campanhas de ação em vídeo e leva o vídeo também ao Discover, ao Gmail e à Rede de Display. Como uma agência combina esses tipos em um plano, com alcance, frequência e performance, está em Agência de YouTube Ads: o que faz e como escolher. Para o papel do YouTube no mix do Google, veja Agência de Google Ads.
Como medir anúncios no YouTube: alcance, visualizações, brand lift e conversões
Cada formato tem um trabalho, e a métrica precisa medir esse trabalho.
- Alcance e frequência: alcance único e frequência média de impressões. São as métricas centrais de bumper, não pulável e Masthead. Para equilibrar as duas, veja Campanha de awareness.
- Visualizações: TrueView views e taxa de TrueView views (visualizações divididas por impressões). No in-stream pulável, conta quando a pessoa assiste 30 segundos ou até o fim; bumper e não pulável não geram TrueView views.
- Retenção: vídeo assistido até 25%, 50%, 75% e 100%. O Google avisa que esses números são indicativos e não devem ser usados para recalcular visualizações.
- Ações espontâneas: visualizações, inscrições, curtidas e compartilhamentos que acontecem no canal depois do anúncio.
- Marca: o Brand Lift mede lembrança do anúncio, conhecimento, consideração, preferência e intenção de compra comparando quem viu e quem não viu. Funciona em campanhas de Vídeo, áudio e Demand Gen e exige representante do Google. Os detalhes estão em Brand lift: o que é e como medir.
- Conversões: vendas e leads registrados pela tag de conversão, em Demand Gen e Performance Max, sempre conferidos com o sistema da empresa.
Checklist para o vídeo funcionar como anúncio
O Google resume o que funciona em vídeo no ABCD: Atenção (entrar direto no assunto), Branding (mostrar a marca cedo e falar o nome), Conexão (pessoas, uma mensagem só, emoção) e Direção (uma chamada para ação clara, reforçada por locução).

Passo a passo para escolher formatos
- Defina o objetivo da campanha: alcance, visualização ou conversão.
- Escolha o subtipo de campanha pela tabela acima.
- Confira se o vídeo existe nas durações e orientações que o subtipo pede.
- Revise o vídeo com o checklist ABCD.
- Combine as métricas de sucesso antes de subir a campanha.
Como a Increase trabalha com YouTube
Este blog é da Increase; por isso, use os mesmos critérios para avaliar a gente. A Increase é Google Partner Premier em 2026, pelo quinto ano seguido (confira o perfil no Google Partners), e gerencia para clientes campanhas de YouTube Ads, Demand Gen e Performance Max, com estudos de lift (brand lift, search lift e conversion lift) para provar impacto. O vídeo é entregue pela marca ou pela produtora; nosso trabalho é escolher formatos, planejar alcance e frequência, comprar e otimizar a mídia.
Para ver quais formatos fazem sentido para a sua marca, peça um Diagnóstico ou assine a newsletter.
Perguntas frequentes
Quais são os tipos de anúncio no YouTube?
Os principais são in-stream pulável, in-stream não pulável, bumper, in-feed, Shorts e Masthead. Eles diferem em onde aparecem, se podem ser pulados e como são cobrados.
Quanto tempo pode ter um anúncio no YouTube?
Depende do formato. O in-stream pulável não tem duração máxima, mas o Google recomenda menos de 3 minutos. O não pulável tem 60 segundos ou menos, o bumper de 5 a 6 segundos e, para Shorts, o Google recomenda menos de 60 segundos.
Quando o anúncio do YouTube é cobrado?
Com lance de custo por visualização, o in-stream pulável é cobrado quando a pessoa assiste 30 segundos (ou o vídeo inteiro, se for menor) ou interage. Bumper e não pulável são cobrados por impressão. O Masthead é vendido só por reserva.
Qual a diferença entre bumper e in-stream não pulável?
Os dois não podem ser pulados. O bumper tem de 5 a 6 segundos e serve para mensagens curtas e frequência; o não pulável tem até 60 segundos e serve para contar a mensagem completa.
Qual formato do YouTube é melhor para awareness?
Para alcance e lembrança, os subtipos de Video reach com bumper, não pulável e in-stream pulável, e a frequência-alvo para controlar a repetição. O resultado de marca deve ser medido com Brand Lift.
Vale a pena anunciar no YouTube Shorts?
Vale quando a marca tem vídeos pensados para o vertical. Os anúncios em Shorts entram em campanhas de alcance, de visualizações, Demand Gen e Performance Max, e um vídeo horizontal recortado costuma perder força nesse ambiente.
Fontes
- Google Ads Help — About video ad formats
- YouTube Help — About video ad formats
- Google Ads Help — About Video campaign objectives
- Google Ads Help — In-feed video ads
- Google Ads Help — YouTube Masthead
- Google Ads Help — About YouTube ads and view metrics
- Google Ads Help — About the ABCDs of effective video ads
- Google Ads Help — Set up Brand Lift



